Tecnologia Educacional: um desafio na docência
É fato que a bagagem do aluno deve ser considerada no momento em que o professor planeja aulas, quais as características comuns de uma sala, o que eles já sabem e a realidade do meio em que vivem o que gostam e como aprendem. Muitos alunos não vão à escola por prazer, mas por obrigação o que torna a aula, o ano letivo uma prisão de chatice e tédio, algo desgastante tanto para o professor quanto para os alunos. Com base nisso o professor tem que desenvolver métodos e meios que possibilitam o aluno ter desejo por aprender, e consequentemente aprender.
O desenvolvimento de métodos na escola a utilização de meios, são extremamente necessários para satisfação e crescimento em sala de aula. E com essa necessidade de garantir a eficiência do ensino-aprendizagem que a tecnologia educacional, permite inovar. Segundo o site da Universidade Federal do Mato Grosso “A Tecnologia Educacional (TE), como campo específico de investigação, surgiu na década de 40, nos EUA, a partir do esforço de especialistas em educação que criaram cursos audiovisuais especialmente planejados para militares norte-americanos envolvidos na Segunda Guerra Mundial. Como disciplina acadêmica, presente em um currículo escolar, a TE aparece pela primeira vez nos Estudos de Educação Audiovisual da Universidade de Indiana (EUA) no ano de 1946. Mas será após a difusão da televisão, a partir da década de 50, que o campo ganhará força.”
E mais a frente cita, no mesmo site uma frase de Maggio: "a tecnologia educacional, assim como a didática, preocupa-se com as práticas do ensino, mas diferentemente dela inclui entre suas preocupações o exame da teoria da comunicação e dos novos desenvolvimentos tecnológicos: a informática, hoje em primeiro lugar, o vídeo, a TV, o rádio, o áudio e os impressos, velhos ou novos, desde livros até cartazes. (MAGGIO, 1997, p. 13) ’’
Estamos cercados de tecnologia: novos equipamentos de ponta na saúde, carros, computadores e celulares, novas linguagens. Os jovens e as crianças se interessam por isso, a escola não pode ser um local que não se adapta ao mundo atual, que esta em constante mudança. È interessante que os professores ultrapassem a idéia que tecnologia educacional é apenas laboratórios de informática, e por isso foi criado cursos, palestras e reuniões afim de que o tema Tecnologia Educacional seja mais discutido, por exemplo a Semana Internacional de Tecnologia Educacional que tem como base : “Os organizadores da Interdidática e de seus Eventos Integrados se preocupam em garantir resultados em suas edições, pensando e agindo para atender às expectativas do mercado de tecnologia educacional, principalmente no Brasil e na América Latina, proporcionando um real avanço tecnológico da amostra apresentada, do seu estágio naquele momento e da projeção futura.’’ Tal evento ocorrerá do dia 15 a 17 de setembro de 2015, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.
Para efetivação da tecnologia em sala, algumas mudanças são necessárias como a proibição do uso do celular em sala, é preciso criar estratégias para que os celulares sejam incorporados, pois oferecem vários recursos como filmagens, mensagens, acesso ao email, fotos, comunicação entre eles e o principal, não custam nada para a escola. Muitos professores recusam trabalhos digitados por medo de plágios, porém assim como facilita a cópia, também facilita a detecção. Para uso crítico de quaisquer ferramentas deve existir um diálogo entre professores e alunos, pois a internet, o fácil acesso facilita as jovens a descuidos como exagerar na exposição de sua imagem, vícios, desatenção ao mundo e aos detalhes fora da tela de um celular, ao consumismo...
Como afirma a professora Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, coordenadora e docente do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em uma entrevista para a Nova Escola : “A tecnologia precisa estar à mão para a produção de conhecimento dos alunos à medida que surja a necessidade”.
Existem alguns pensadores contra o uso de tecnologias nas escolas como forma de aquisição de conhecimentos entre eles Eugênio Bucci (BUCCI, “Mídia e Escola”, 2002) e Neil Postman (POSTMAN, 2002) que segundo o blog Criatividade e Aprendizado , tais pensadores afirmam que alguns dos requisitos educacionais que não poderiam ser cumpridos de modo aceitável pela tecnologia, seriam: a socialização, na qual o contato físico e direto é fundamental; a inclusão, já que as diferenças raciais, sociais e físicas devem ser conhecidas e respeitadas; o estímulo à crítica e ao raciocínio, que são delimitados de acordo com a idade e contexto espacial e histórico ao qual os alunos estão inseridos e a capacidade de reflexão crítica e aprofundamento em temas mais complexos. Não obstante, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN, 1998), esses princípios seriam indispensáveis para a conservação dos valores e preceitos inerentes à escola, ou seja, por se tratar de uma instituição com cultura e tradições tão intrínsecas e profundas, a inclusão da tecnologia no ambiente escolar poderia alterar suas características peculiares, podendo prejudicar suas funções essenciais e perder, dessa maneira, seus princípios fundamentais.
È indispensável, como já dito, o professor conhecer a realidade da escola, dos alunos, do bairro em que vivem como vivem e como possibilitar conhecimento a eles, fornecer possibilidades. Segundo Adelino Franklin (2015): Um estudo em Minas Gerais desenvolvido por um professor, alunos da rede pública estadual de ensino e da rede particular de ensino durante a aula foram submetidos ao uso do o blogue e o Youtube, ambas situadas no estado de Minas Gerais.
Essas duas ferramentas possibilitaram aos estudantes maior envolvimento, interação e colaboração, as aulas se tornaram mais atraentes sem fugir do princípio, aprender o conteúdo das disciplinas em si.
Não são todas as instituições de ensino que possibilitam a Tecnologia Educacional se expandir, de se fazer pesquisas assim como em Minas Gerais, pensando nisso o Governo do Estado do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Educação criou o projeto Paraná Digital. De acordo com a Secretária da Educação o objetivo é “promover o uso pedagógico das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), disponibilizando a professores e alunos da rede estadual o acesso a essas tecnologias e ao portal Dia a dia Educação. O programa repassa computadores com acesso à Internet para as instituições de ensino, oferece um espaço virtual de criação, interação e publicação de dados das escolas estaduais, e também investe na atualização e expansão da infraestrutura dos laboratórios de informática educativa.”
O interessante é o professor inovar sempre, se adaptar e conhecer os métodos possíveis, se a utilização da Tecnologia favorece ou não, vai da individualidade de cada sala, de cada cidade e de cada instituição. O importante é o professor não se conformar com técnicas repetitivas, pois o crescimento é para ambos, um professor comum ensina em sala de aula, mas um professor diferente além de ensinar, aprende com ela.
Referências: