domingo, 19 de julho de 2015

Como as Tecnologias podem acelerar o aprendizado nas escolas?

 Uso de apps e recursos de nuvem aceleram aprendizado de conteúdos
Matéria publicada no site Info, retrata a nova realidade da escolas, onde a tecnologia pode ajudar o aprendizado e acelerar a velocidade que os alunos levam para assimilar os conteúdos. O uso de aplicativos tem o potencial de levar o conteúdo trabalhado em sala de aula para além dos limites da instituição, e o aluno pode vivenciar as teorias e experiências a todo momento, evidenciando as práticas e teorias, fixando e naturalizando os conteúdos. 
"Imagine uma escola em que os conteúdos de cada aula são publicados, com meses de antecedência, numa plataforma online, que pode ser acessada pelos alunos a qualquer momento, de qualquer dispositivo. As provas e exames não estão agendados e podem acontecer a qualquer instante, mesmo fora da sala de aula. O novo método é usado por Kurk Fischer, professor de estatística e inovação na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. De acordo com Fischer, a tecnologia embarcada permitiu acelerar o processo de aprendizagem ao mesmo tempo em que desestruturou formas consagradas de ensinar".
Já estamos vivenciando essa prática através das instituições de ensino superior a distância, onde os conteúdos são ministrados por vídeo aula em um portal que pode ser acessado a todo momento. Segundo Salman Khan, criador de uma plataforma livre de educação online, “a tendência é que as salas sejam substituídas por ambientes de encontro, orientação e debate sobre temas estudados previamente, com a mistura de alunos de anos diferentes e professores de áreas distintas”. 

Precisamos ficar atentos para o padrão de qualidade deste ensino, pois os profissionais que estudam através do ensino online, não tem acesso a interação direta com o professor, e como isso acabam sendo privados da troca de experiências com outros alunos e também com o professor, que também podem complementar a sua formação.
Fonte: Info

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Escolas públicas apostam na tecnologia dentro das salas de aula









O Conceito de Tecnologia


Tecnologia é um conhecimento adquirido e transmitido de diversas formas. Ela ajuda desde projetos elaborados e até mesmo conteúdo do dia-a-dia, incluindo abordagens educativas.

Existe um dualismo da tecnologia, o lado positivo é o lado da comunicação e desenvolvimento. Podemos observar isso na própria ciência que nos cerca com avanço da medicina e da indústria farmacêutica, por exemplo.  

Já o lado negativo consiste em tornar as pessoas dependentes, bem como uma possível substituição do trabalho artesanal, acarretando o desemprego. Além disso, exclui os menos favorecidos, os quais nem sempre tem acesso a determinados aparelhos eletrônicos, etc.


Ocorre que tecnologia está em constante mudança, junto com capitalismo, há sempre uma busca por um novo produto, incluindo lançamentos tecnológicos. Dessa forma o consumidor dificilmente está satisfeito com o produto que tem, visando sempre algo novo ou melhor. Essa busca não está presente só entre jovens, mas hoje em dia, o público de qualquer idade sempre, que acessível, recorre a uma tecnologia de última geração


Texto produzido em sala de aula por todas as colaboradoras. 


Projeto piloto com tablets e ferramenta de ensino adaptativo faz sucesso em escola municipal de Curitiba



Alunos do ensino fundamental da Escola Municipal Albert Schweitzer melhoram suas habilidades em Matemática e Língua Portuguesa com ajuda da solução de tecnologia educacional Aprimora, da Positivo Informática
Curitiba, 15 de julho de 2014 – Os alunos do ensino fundamental da Escola Municipal Albert Schweitzer, de Curitiba – PR, estão vendo sua realidade mudar. Eles receberam tablets com o Aprimora, aplicativo com conteúdos de Língua Portuguesa e Matemática que identifica as habilidades e dificuldades de cada estudante, traçando caminhos de aprendizagem de maneira individualizada.
Para a professora de Matemática Cristiane Cardoso, a novidade trouxe benefícios que vão da assimilação do conteúdo ao comportamento em classe. “Não preciso mais controlar a disciplina em sala de aula, já que os alunos estão mais interessados e vão em busca do conhecimento. Assim, todos sempre se mantém ocupados com os exercícios e tenho mais tempo para dar uma atenção diferenciada aos que apresentam mais dificuldade”, afirma. Isso é possível porque o Aprimora é uma plataforma de ensino adaptativo, que permite que o aluno aprenda em seu próprio ritmo, diminuindo as chances de desinteresse e desistência.
Com atividades e conteúdo multimídia e elementos de gamificação, O Aprimora tem empolgado também os alunos. “Eu e meus amigos fazemos competições para ver quem consegue mais pontos no Aprimora e minhas notas foram de 60 para 80”, comemora o aluno Natan Gabriel. Apesar das “disputas”, o Gerente de Desenvolvimento na Área de Exames Nacionais da Positivo Informática, Alex Paiva, garante que nenhum aluno sai perdendo, já que o aplicativo oferece acesso a conteúdos multimídia que auxiliam na construção de importantes conceitos, permitindo que o estudante avance para novos exercícios.
“Possibilitar uma competição educacional entre os alunos os estimula a buscar mais conhecimentos no leque de possibilidades dado pelo Aprimora. Além disso, o professor fica a par de todos os caminhos traçados por cada um dos estudantes, podendo fazer abordagens individualizadas mais precisas”, afirma Paiva, que chama atenção para o fato de que levar a tecnologia para dentro da escola é, também, uma forma de se aproximar da realidade dos alunos. “Eles são nativos digitais e preferem utilizar a tecnologia. São os professores que hoje precisam se adequar a esse universo”, completa.
Com a iniciativa, os estudantes da Albert Schweitzer também estão sendo melhor preparados para a Prova Brasil, avaliação feita pelo MEC para checar o desenvolvimento escolar dos alunos do Ensino Fundamental, já que o teor do Aprimora é baseado nas habilidades examinadas na prova.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Tecnologia Educacional: um desafio na docência


É fato que a bagagem do aluno deve ser considerada no momento em que o professor planeja aulas, quais as características comuns de uma sala, o que eles já sabem e a realidade do meio em que vivem o que gostam e como aprendem. Muitos alunos não vão à escola por prazer, mas por obrigação o que torna a aula, o ano letivo uma prisão de chatice e tédio, algo desgastante tanto para o professor quanto para os alunos. Com base nisso o professor tem que desenvolver métodos e meios que possibilitam o aluno ter desejo por aprender, e consequentemente aprender.  
O desenvolvimento de métodos na escola a utilização de meios, são extremamente necessários para satisfação e crescimento em sala de aula. E com essa necessidade de garantir a eficiência do ensino-aprendizagem que a tecnologia educacional, permite inovar.  Segundo o site da Universidade Federal do Mato Grosso  “A Tecnologia Educacional (TE), como campo específico de investigação, surgiu na década de 40, nos EUA, a partir do esforço de especialistas em educação que criaram cursos audiovisuais especialmente planejados para militares norte-americanos envolvidos na Segunda Guerra Mundial. Como disciplina acadêmica, presente em um currículo escolar, a TE aparece pela primeira vez nos Estudos de Educação Audiovisual da Universidade de Indiana (EUA) no ano de 1946. Mas será após a difusão da televisão, a partir da década de 50, que o campo ganhará força.”
 E mais a frente cita, no mesmo site uma frase de Maggio: "a tecnologia educacional, assim como a didática, preocupa-se com as práticas do ensino, mas diferentemente dela inclui entre suas preocupações o exame da teoria da comunicação e dos novos desenvolvimentos tecnológicos: a informática, hoje em primeiro lugar, o vídeo, a TV, o rádio, o áudio e os impressos, velhos ou novos, desde livros até cartazes. (MAGGIO, 1997, p. 13) ’’
Estamos cercados de tecnologia: novos equipamentos de ponta na saúde, carros, computadores e celulares, novas linguagens. Os jovens e as crianças se interessam por isso, a escola não pode ser um local que não se adapta ao mundo atual, que esta em constante mudança.  È interessante que os professores ultrapassem a idéia que tecnologia educacional é apenas laboratórios de informática, e por isso foi criado cursos, palestras e reuniões afim de que o tema Tecnologia Educacional seja mais discutido, por exemplo a  Semana Internacional de Tecnologia Educacional que tem como base : “Os organizadores da Interdidática e de seus Eventos Integrados se preocupam em garantir resultados em suas edições, pensando e agindo para atender às expectativas do mercado de tecnologia educacional, principalmente no Brasil e na América Latina, proporcionando um real avanço tecnológico da amostra apresentada, do seu estágio naquele momento e da projeção futura.’’  Tal evento ocorrerá do dia  15 a 17 de setembro de 2015, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.
Para efetivação da tecnologia em sala, algumas mudanças são necessárias como a proibição do uso do celular em sala, é preciso criar estratégias para que os celulares sejam incorporados, pois oferecem vários recursos como filmagens, mensagens, acesso ao email, fotos, comunicação entre eles e o principal, não custam nada para a escola.  Muitos professores recusam trabalhos digitados por medo de plágios, porém assim como facilita a cópia, também facilita a detecção. Para uso crítico de quaisquer ferramentas deve existir um diálogo entre professores e alunos, pois a internet, o fácil acesso facilita as jovens a descuidos como exagerar na exposição de sua imagem, vícios, desatenção ao mundo e aos detalhes fora da tela de um celular, ao consumismo...
Como afirma a professora Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, coordenadora e docente do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em uma entrevista para a Nova Escola :  “A tecnologia precisa estar à mão para a produção de conhecimento dos alunos à medida que surja a necessidade”. 



Existem alguns pensadores contra o uso de tecnologias nas escolas como forma de aquisição de conhecimentos entre eles Eugênio Bucci (BUCCI, “Mídia e Escola”, 2002) e Neil Postman (POSTMAN, 2002) que segundo o blog Criatividade e Aprendizado , tais pensadores afirmam que alguns dos requisitos educacionais que não poderiam ser cumpridos de modo aceitável pela tecnologia, seriam: a socialização, na qual o contato físico e direto é fundamental; a inclusão, já que as diferenças raciais, sociais e físicas devem ser conhecidas e respeitadas; o estímulo à crítica e ao raciocínio, que são delimitados de acordo com a idade e contexto espacial e histórico ao qual os alunos estão inseridos e a capacidade de reflexão crítica e aprofundamento em temas mais complexos. Não obstante, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN, 1998), esses princípios seriam indispensáveis para a conservação dos valores e preceitos inerentes à escola, ou seja, por se tratar de uma instituição com cultura e tradições tão intrínsecas e profundas, a inclusão da tecnologia no ambiente escolar poderia alterar suas características peculiares, podendo prejudicar suas funções essenciais e perder, dessa maneira, seus princípios fundamentais.
È indispensável, como já dito, o professor conhecer a realidade da escola, dos alunos, do bairro em que vivem como vivem e como possibilitar conhecimento a eles, fornecer possibilidades.  Segundo Adelino Franklin (2015): Um estudo em Minas Gerais desenvolvido por um professor, alunos da rede pública estadual de ensino e da rede particular de ensino  durante a aula foram submetidos ao uso do o blogue e o Youtube, ambas situadas no estado de Minas Gerais.
Essas duas ferramentas possibilitaram aos estudantes maior envolvimento, interação e colaboração, as aulas se tornaram mais atraentes sem fugir do princípio, aprender o conteúdo das disciplinas em si.
Não são todas as instituições de ensino que possibilitam a Tecnologia Educacional se expandir, de se fazer pesquisas assim como em Minas Gerais, pensando nisso o Governo do Estado do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Educação criou o projeto Paraná Digital. De acordo com a Secretária da Educação o objetivo é “promover o uso pedagógico das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), disponibilizando a professores e alunos da rede estadual o acesso a essas tecnologias e ao portal Dia a dia Educação. O programa repassa computadores com acesso à Internet para as instituições de ensino, oferece um espaço virtual de criação, interação e publicação de dados das escolas estaduais, e também investe na atualização e expansão da infraestrutura dos laboratórios de informática educativa.”
O interessante é o professor inovar sempre, se adaptar e conhecer os métodos possíveis, se a utilização da Tecnologia favorece ou não, vai da individualidade de cada sala, de cada cidade e de cada instituição. O importante é o professor não se conformar com técnicas repetitivas, pois o crescimento é para ambos, um professor comum ensina em sala de aula, mas um professor diferente além de ensinar, aprende com ela.



Referências:

Dentro do ambiente escolar é importante que se criem contingências que sejam motivadoras para o indivíduo. De acordo com Skinner (1972) em seu livro Tecnologia do Ensino, a aquisição de novos comportamentos está vinculado ao contexto escolar, no qual professores controlam variáveis que possam potencializar a aprendizagem ou até mesmo criar comportamentos que não apareceriam de forma natural.

Dessa forma, a utilização da tecnologia na educação é tida como uma ferramenta facilitadora. Ela aproxima o aluno ao processo de aprendizagem, tornando-se também uma variável adicional e importante.  A tecnologia muitas vezes materializa alguns estímulos sensoriais, concretização do pensamento , auxilia a aprendizagem, além de muitas outras coisas.


Abaixo segue o link de uma reportagem sobre o tema exibida no dia 29 de Abril de 2015 pela RPC com a participação da professora do departamento de Educação Lucineia Rezende.

http://g1.globo.com/pr/parana/paranatv-1edicao/videos/t/londrina/v/tecnologia-ajuda-no-ensino-da-temida-matematica/4143447/


Referência:
SKINNER, B.F. Tecnologia do Ensino. São Paulo: Herder, 1972.